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Centrais sindicais e Febraban articulam capitalização com aporte de empresas; “Previdência ficará melhor”, diz Paulinho da Força

O deputado e presidente da Força Sindical, Paulinho da Força (SD-SP), disse ao blog do jornalista Tales Faria que pode apresentar “nos próximos dias” uma proposta de emenda à reforma da Previdência com novo sistema de capitalização.

Acompanhe:

Segundo Paulinho, a proposta está sendo discutida entre as centrais sindicais e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A ideia básica é de um sistema em que as empresas também contribuam para o fundo de capitalização do empregado. No projeto atual do governo, somente os empregados contribuem. Paulinho da Força disse que falou do assunto com o presidente da República, no encontro que tiveram nesta semana, e Jair Bolsonaro respondeu que o governo está “aberto a melhorar o projeto”.

O deputado-sindicalista conta que a ideia partiu de uma conversa entre ele e o presidente do Conselho de Administração do Bradesco Luiz Carlos Trabuco, que levou o assunto ao presidente da Febraban, Murilo Portugal.

“Eles acionaram o Helio Zylberstajn, que é com quem estamos detalhando o texto. Se conseguirmos finalizar a tempo, apresentamos logo. Não é uma coisa só da Força Sindical. A discussão envolve outras centrais de trabalhadores, como a CUT e a CGT”, disse ao blog.

Professor da USP e consultor da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), Zylberstajn já vinha elaborando uma proposta de reforma da Previdência com regime de capitalização. Segundo o deputado, a projeto de capitalização do governo “é ruim e como está não passa”. Ele afirma: “Eu não sou contra a capitalização em si. Mas essa ideia de só o empregado contribuir não deu certo no Chile e não dará aqui. Se conseguirmos negociar saída alternativa e viável, aí será melhor para todo mundo. É aí que está a dificuldade: encontrar uma solução que seja aceita por todos, empregados, bancos, governo e empregadores.”

Tanto assim que o próprio deputado admite não ter envolvido entidades empresariais na elaboração dessa proposta: “Com os empresários a gente discute depois, quando o projeto já estiver aqui no Congresso.”

Fonte:Brasil 2 Pontos

 

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