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Dezembro vermelho e o Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Durante a 3ª Conferência Internacional de Aids, realizada em Washington (EUA) em 1987, ativistas e pessoas vivendo com o vírus participaram do evento para serem ouvidos pela comunidade científica e pela sociedade. No ano seguinte, surgiu a proposta de criar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids e, em 27 de outubro, a Assembleia Geral da ONU e a Organização Mundial da Saúde oficializaram o 1º de dezembro como data de referência.

Desde então, a iniciativa se fortaleceu e, até hoje, o 1º de dezembro marca uma campanha global que enfrenta o preconceito, a desinformação e o estigma que ainda existem em torno da doença. A epidemia de HIV continua sendo uma realidade que exige esforço constante, principalmente na prevenção, na testagem e no tratamento.

Em 2024, o Ministério da Saúde divulgou o novo Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, com dados de 2023 e parte de 2024. Os números mostram que, em 2023, foram registrados 46.495 novos casos de infecção pelo HIV, aumento de 4,5% em relação a 2022. Também foram notificados 38 mil casos de Aids, um crescimento de 2,5% na comparação com o ano anterior.

A manutenção desses índices mostra que a luta contra o HIV e a Aids não pode ficar só na responsabilidade dos serviços de saúde. É algo que envolve todo mundo, incluindo o movimento sindical.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba entende que cuidar da saúde do trabalhador não é só evitar acidentes. No ambiente de trabalho, onde tanta gente convive todos os dias, existe uma oportunidade importante de informar, tirar dúvidas e combater preconceitos. A testagem regular e o tratamento adequado permitem que qualquer pessoa viva com qualidade. Quando a carga viral fica indetectável, ela não é transmitida. Isso prova como o cuidado e a informação fazem diferença.

Neste 1º de dezembro, o SMC participa da campanha global reforçando seu compromisso com a saúde e a dignidade de sua base. O sindicato incentiva a participação em palestras e ações de conscientização e cobra que as empresas garantam ambientes livres de preconceito e apoiem o acesso à informação e aos recursos de prevenção, como a distribuição de preservativos nas fábricas. A luta contra o HIV também é uma luta pela classe trabalhadora.

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