Setembro Amarelo SMC: O trabalho não pode custar sua vida
Quanto custa um trabalho que adoece?
Pode custar o sono, a saúde, a convivência com a família, a tranquilidade, a autoestima, a dignidade. Pode custar uma vida.
É por isso que, neste Setembro Amarelo, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba coloca uma questão que precisa ser discutida dentro das empresas:
O TRABALHO NÃO PODE CUSTAR SUA VIDA.
A campanha deste ano ganha ainda mais importância com a entrada em vigor, em 26 de maio de 2026, da nova redação do capítulo 1.5 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).A atualização passou a incluir expressamente os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
Isso significa que a prevenção não deve olhar somente para máquinas, produtos químicos, ruído, calor ou outros riscos físicos e ambientais. É preciso também olhar para como o trabalho é organizado e como essas condições podem afetar a saúde mental. A prevenção deve envolver a identificação dos riscos, sua avaliação e a adoção de medidas para eliminá-los ou reduzi-los.
O adoecimento mental já é uma realidade no mundo do trabalho. Os números mostram que não se trata de um assunto distante.
Em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais no Brasil. O número representa um crescimento de 15,66% em relação a 2024, quando foram registradas 472.328 concessões. Ansiedade e depressão estão entre os principais diagnósticos. Em 2025, foram 166.489 benefícios por transtornos de ansiedade e 126.608 por episódios depressivos, segundo os dados divulgados com base nas informações da Previdência Social. A saúde mental é influenciada por diversos fatores. Mas o ambiente e a organização do trabalho podem contribuir para o sofrimento e o adoecimento.
A Fundacentro destaca que condições como sobrecarga, baixa autonomia, relações autoritárias, metas inalcançáveis, jornadas inadequadas e falta de participação nas decisões podem estar relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também aponta que riscos psicossociais podem estar relacionados à carga e ao ritmo de trabalho, às exigências da função, ao grau de autonomia, à segurança no emprego e às relações no ambiente profissional. Violência e assédio também afetam a saúde mental e física.
No mundo, a OIT e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos todos os anos devido à depressão e à ansiedade, com um custo econômico próximo de US$ 1 trilhão.
Mas existe um custo ainda maior, que não cabe em nenhuma estatística: o sofrimento de quem está adoecendo.
Qual é o custo?
• SOBRECARGA DE TRABALHO
Qual é o custo de nunca conseguir dar conta?
• PRESSÃO EXCESSIVA E METAS
Qual é o custo de trabalhar todos os dias no limite?
• ASSÉDIO E VIOLÊNCIA
Qual é o custo de trabalhar com medo, humilhação ou desrespeito?
• FALTA DE APOIO
Qual é o custo de enfrentar tudo sozinho?
• ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
Qual é o custo de trabalhar em condições que levam ao adoecimento?
A CIPAA também faz parte dessa prevenção
A CIPAA(Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio) tem papel importante na prevenção e pode contribuir para identificar situações de risco, ouvir os trabalhadores e levar os problemas para discussão dentro da empresa.
Quem está no chão de fábrica muitas vezes é quem primeiro percebe que alguma coisa não está funcionando. Ouvir o trabalhador também é prevenir. Por isso, situações de sobrecarga, pressão excessiva, assédio, violência ou outras condições que estejam causando sofrimento não devem ser normalizadas.
Não é só “aguentar a pressão, isso faz parte do trabalho”. Durante muito tempo, o sofrimento no trabalho foi tratado como uma questão individual.
Mas a nova discussão sobre riscos psicossociais reforça uma mudança importante: é preciso olhar para o que está causando o sofrimento.
Se o trabalho está contribuindo para o adoecimento, é preciso:
IDENTIFICAR O RISCO - AVALIAR O PROBLEMA - AGIR PARA PREVENIR.
A responsabilidade pela prevenção não pode ser colocada somente sobre quem está adoecendo.
E se você já está sofrendo?
Se você percebe que não está bem, não precisa enfrentar isso sozinho.Converse com alguém de confiança e procure atendimento de um profissional de saúde.
Se o sofrimento estiver relacionado ao trabalho, procure também a CIPAA, o Sindicato ou os canais de apoio disponíveis na empresa. Pedir ajuda também é prevenção!
A discussão sobre saúde mental no trabalho não termina em setembro. Ela precisa estar presente todos os dias, nas empresas, nas CIPAA, nas negociações coletivas e nas políticas de saúde e segurança.
Porque trabalhador saudável não é apenas aquele que não sofreu um acidente. É também aquele que consegue trabalhar sem ter sua saúde mental destruída pelas condições em que o trabalho é realizado.
Neste Setembro Amarelo, o SMC reforça: O TRABALHO NÃO PODE CUSTAR SUA VIDA. Saúde mental também é segurança do trabalho!


















COLÔNIA FÉRIAS MATINHOS
CENTRO LAZER MATINHOS
SEDE CAMPESTRE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
FORMAR - GUARAQUEÇABA
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