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CENTRAIS SINDICAIS CONSEGUEM APOIO DO MAIOR SINDICATO DA CHINA PARA VACINA CONTRA O COVID-19

CENTRAIS SINDICAIS CONSEGUEM APOIO DO MAIOR SINDICATO DA CHINA PARA VACINA CONTRA O COVID-19

Dois dias apo?s fechar acordo histo?rico com o governo venezuelano para o fornecimento de oxige?nio hospitalar a Manaus, capital do Amazonas, as Centrais Sindicais brasileira (CUT, Forc?a Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST reuniram-se com a direc?a?o da Federac?a?o Nacional dos Sindicatos da China (ACFTU - All-China Federation of Trade Unions), a maior entidade sindical do mundo com 302 milho?es de trabalhadores e 1,7 milha?o de sindicatos filiados para solicitar o apoio dos trabalhadores chineses na luta para que haja agilidade na liberação dos insumos necessários para a produção da vacina contra o Covid-19 no Brasil. 

“Estivemos reunidos ontem (21) com  a Central Sindical chinesa onde apresentamos a situação do Brasil que ocupa o 2º lugar em número de mortos por Covid-19 no mundo e apelamos para que nos ajudem intercedendo junto ao governo chinês para que agilizem o quanto antes a liberação dos insumos para  produção da vacina”, disse o presidente da Força Sindical do Paraná, Sérgio Butka. 

Confira abaixo a nota das Centrais Sindicais sobre o encontro com os chineses: 
Em mais uma ac?a?o humanita?ria e de diplomacia de classe ante a criminosa incompete?ncia do governo federal do Brasil, as Centrais Sindicais brasileiras se reuniram, na tarde desta quinta-feira (21), com as Centrais Sindicais da China para  destacar nossas relações solidárias e de cooperação sindical  para apelar  à entidade sindical chinesa que interceda junto ao governo central da China para abrir caminhos para que o Brasil receba os insumos a? produc?a?o de vacina anti-Covid-19 e ajuda humanita?ria a? populac?a?o da Regia?o Norte do Brasil, que, ale?m da pandemia, enfrenta a falta de oxige?nio hospitalar. A China tem o insumo essencial a? produc?a?o da vacina, mas as relac?o?es diploma?ticas com o Brasil rui?ram em conseque?ncia dos ataques e chacotas de Bolsonaro, do seu filho e do ministro das Relac?o?es Exteriores, Ernesto Arau?jo.

Os sindicalistas chineses compreenderam a demanda das Centrais Sindicais brasileiras e as enormes dificuldades que vivemos no nosso pai?s e declararam: “Vamos usar todos os nossos canais e esforc?os para levar a mensagem de voce?s [centrais] ao governo central e ao Partido [Comunista Chine?s] sobre as necessidades imediatas do povo brasileiro decorrentes da pandemia”, afirmou An Jianhua, membro da Direc?a?o Executiva e secreta?rio Internacional da Federac?a?o dos Sindicatos da China. A entidade ocupa a vice-preside?ncia na Assembleia Popular chinesa (espe?cie de Congresso Nacional), com tra?nsito e forte influe?ncia junto ao governo do presidente Xi Jinping.
O li?der sindical chine?s afirmou também que a Federac?a?o esta? solida?ria a? populac?a?o de Manaus (a? qual se referiu como povo da floresta amazo?nica) e garantiu que a entidade oferecera? todo apoio e ajuda para que o povo da capital amazonense saia dessa crise sanita?ria imposta, na?o so? pelo vi?rus, mas tambe?m pela falta de oxige?nio hospitalar.

“No?s tambe?m ja? conversamos muitas vezes com o governo para falar que a maioria do povo brasileiro e as centrais sindicais do Brasil, que representam a classe trabalhadora, sempre mantiveram uma atitude amistosa em relac?a?o a? China”, lembrou o dirigente chine?s.

An Jianhua agradeceu a?s centrais brasileiras por terem enviado carta ao Congresso Nacional, em 2020, repudiando ataques de Bolsonaro, “que prejudicaram as relac?o?es amistosas entre China e Brasil. “Quando fomos convidados para essa reunia?o aceitamos imediatamente, porque valorizamos e consideramos de suma importa?ncia esse encontro e interca?mbio”, afirmou o sindicalista chine?s.

São Paulo, 21 de janeiro de 2021

Sergio Nobre, Presidente da CUT
Miguel Torres, Presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT
*Adilson Araujo, Presidente da CTB
José Calixto, presidente da NCST
Antonio Neto, Presidente da CSB

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