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Palavra do Presidente

É hora de união para lutar por mais emprego

Sérgio Butka - Presidente
Todo mundo já ouviu a frase: só venha a nós, ao vosso reino, nada! Pois esse velho ditado popular serve bem para traduzir o comportamento do grande empresariado no Brasil. Vivem a chorar que o peso do estado é um entrave para a modernização  da economia, que a legislação trabalhista é um atraso para a desenvolvimento do país e que no Brasil, os empresários são uma classe heróica diante das dificuldades que enfrentam para produzir. Esse discurso, reproduzido constantemente pela grande mídia, através do financiamento do grande capital, tanto bate nas nossas mentes, que corremos risco de aceita-lo como verdade absoluta sem ao menos perguntamos se é isso mesmo que acontece. Mas basta um pouco de reflexão para ver que toda essa ladainha não passa de conversa pra boi dormir.

Isso porque as multinacionais, os banqueiros  e o patronal recebem do governo todos os anos bilhões de reais em incentivos e benefícios fiscais, isenções de impostos e outras regalias tributarias. Ou seja, dinheiro público, que recebem de mão beijada ou deixam de pagar para poder aplicar em suas empresas. Tudo de graça, sem ao menos uma cobrança de responsabilidade com a manutenção dos empregos. Apesar da gritaria e do choro, o grande empresariado no Brasil é o menos exigido do mundo na hora de passar parte do seu resultado à sociedade que o cerca. As multinacionais que vivem se fazendo de vítimas, continuam a enviar a maior parte dos seus lucros para o exterior em prejuízo do trabalhador brasileiro. É interessante que na hora de receber a grana preta e as regalias do governo, a ladainha do peso e da interferência do estado é esquecido pelo patronal.

 Por isso, abramos os olhos, companheirada. No Brasil, o único que carrega o peso do estado nesta história toda é o trabalhador e o pequeno empresário, que tem que se desdobrar para pagar cada vez mais pesados impostos. Se existe herói nesta história, ele é o trabalhador que  sustenta a farra do grande capital com o dinheiro público.

 É contra isso que temos que nos unir, companheirada. As tentativas  e ameaças de demissão orquestradas pelo patronal só tem um objetivo: jogar a conta para a gente pagar e forçar a redução de nossos direitos.  Por isso, saímos pra rua no Dia Nacional de Lutas para exigir a garantia de nossos empregos. Deixemos as paixões partidárias de lado para lutar contra esses ataques. Se ficarmos quietos ou nos dividirmos agora, o buraco só vai ficar mais fundo para o nosso lado. Então, é hora de união. Vamos pra luta, companheirada.

Sérgio Butka
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, da Federação dos Metalúrgicos do Paraná (Fetim) e da Força Sindical do Paraná.
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