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Encontro de Cipeiros 2018 - Setor de peças

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Explanar as mudanças da Saúde e Segurança do Trabalhador e definir ações para o futuro, esse foi o tom do Encontro dos Cipeiros das Montadoras 2018

Com a famigerada Reforma Trabalhista aprovada, o mercado de trabalho e tudo o que o cerca mudou. Mudaram as negociações, os tipos de contratos, as férias e muitos outros itens da rotina do trabalhador. E, com a Saúde e Segurança do Trabalho não foi diferente.  E, para compreender quais foram estas mudanças, elencar os desafios para o futuro e apresentar as propostas de ações, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) em parceria com a Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (ABRASTT) realizou o Encontro de Cipeiros das Montadoras 2018 durante toda esta sexta-feira (13). 

"A atual diretoria do Sindicato sempre trabalhou com a linha do enfrentamento do sistema. Ou seja, não ficar parado esperando a Reforma Trabalhista mexer com a vida do trabalhador, estamos sempre nos adiantando no caminho de prevenir que os efeitos dessa Reforma sejam sentido pelos trabalhadores. É esse o objetivo do encontro de hoje com profissionais tão gabaritados nacionalmente", destaca Osvaldo Silveira, coordenador do departamento de saúde e segurança do trabalho do SMC. 

O evento foi realizado no Auditório Diamiro Cordeiro da Fonseca, nova sede do SMC, e contou com a presença das principais referências nacionais na área de saúde e segurança do trabalhador. Além dos engenheiros do SMC Diego Gramm e Mário Freitas, que passaram o planejamento anual da Cipa para os cipeiros das montadoras, falaram os seguintes convidados: 

- René Mendes, Especialista doutor em Saúde Publica e Medicina do Trabalho, Professor da Unicamp e da UFMG e Diretor Cientifico da ABRASTT. 

- Professora Vera Lucia Navarro, da USP de Ribeirão Preto, Doutora em sociologia e atualmente professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto.

- Professora Jussara Mendes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, doutora em Serviço Social, professora da UFRGS e Coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde e Trabalho.

- Professor Geraldo Augusto Pinto, da Universidade Federal do Paraná, doutor em Sociologia pela Unicamp, com ênfase Sociologia do Trabalho. Professor do Departamento Acadêmico de Estudos Sociais (Daeso) e do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade (PPGTE) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

- Doutor Marco Antônio Gomes Perez, médico Sanitarista do Cerest, em Campinas, e Especialista em Medicina do Trabalho.

- Dr. Elver Andrade Moronte, do Ministério Publico do Trabalho, Mestre em Saúde Coletiva, perito em Medicina do Trabalho do Ministério Público do Trabalho e Médico do Trabalho da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

- Dra. Fernanda Miranda, doutora e enfermeira do Hospital Trabalhador. 

Para os palestrantes, Reforma Trabalhista é um retrocesso

De acordo com os palestrantes, neste momento, é impossível tratar de saúde e segurança do trabalho sem falar dos efeitos maléficos da reforma trabalhista. Em todos os painéis, a opinião foi unanime: a Reforma Trabalhista foi um retrocesso, em especial quando se trata da Saúde e Segurança do Trabalhador. 

Segundo apontou o doutor René Mendes, são pelo menos 30 itens da Reforma que prejudicaram a vida do trabalhador neste aspecto. René apontou que não teria como resumir esta reforma trabalhista de outra forma a não ser como “um pacote de maldades com o trabalhador”.

Vera Navarro, doutora e professora da USP, destaca que um dos exemplos deste retrocesso é a jornada de trabalho: “esse era o momento de estarmos falando em redução das jornadas de 8 horas diárias, mas com a Reforma estamos falando de ampliação, de permitir que o trabalhador faça uma jornada de trabalho de 12 horas. Então é muito cinismo tratar isso como modernização”, destacou Vera durante sua palestra. 

Jussara Mendes, doutora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Reforma Trabalhista atacou dois pilares principais na saúde e segurança do trabalhador e os efeitos disso já começam a serem sentidos pelos trabalhadores no chão de fábrica:

“Primeiro foi a Previdência Social, que estão transformando em um escritório e não mais um serviço de assistência social como era para ser. O segundo pilar é justamente a saúde dentro das empresas, que vem sendo corroída cada vez mais pela reforma, afetando diretamente a vida profissional e social do trabalhador”, destacou a professora. 


Em breve, as palestras estarão disponíveis na íntegra em www.simec.com.br e www.youtube.com/metaltvsmc.

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