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Há 27 anos era assinado acordo histórico no setor de galvanoplastia

Há vinte e sete anos, no dia 31 de agosto de 1988, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba firmou um acordo histórico na área de saúde e segurança no setor de galvanoplastia, após anos de luta dos metalúrgicos. 

No final da década de 1990, o Sindicato dos Metalúrgicos formalizou um acordo com 24 empresas do setor de galvanoplastia e a Delegacia Regional do Trabalho, que previa a implementação de diversas medidas para reduzir os riscos nos ambientes de trabalho dessas empresas.

A galvanoplastia é um processo de tratamento de superfícies que utiliza produtos químicos altamente prejudiciais à saúde. Devido à exposição a substâncias tóxicas, como metais pesados (cromo, níquel, zinco) e cianetos, os trabalhadores correm sérios riscos de desenvolver problemas de saúde, incluindo danos na pele e nos olhos, doenças renais e pulmonares, além de problemas respiratórios, e, em casos de exposição prolongada a metais pesados, até câncer. 

Atualmente,a saúde dos trabalhadores da galvanoplastia segue sendo um ponto delicado. Embora existam normas rígidas de segurança, na prática muitas empresas ainda falham em garantir ventilação eficiente, fornecimento de EPIs de qualidade e acompanhamento médico regular, o que expõe os funcionários a riscos silenciosos e cumulativos ao longo do tempo.

 

O médico do trabalho, Zuher Handar, personagem fundamental na criação do Departamento de Saúde e Segurança do SMC, alerta para o perigo da galvanização e ressalta a importância do acordo. ”A galvanização apresenta riscos significativos para a saúde dos trabalhadores, pois o processo expõe o trabalhador a produtos químicos que podem levar ao comprometimento da pele, aparelho respiratório, perfuração de septo nasal e até mesmo ao câncer de pulmão. Diante desta situação e da condição precária dos ambientes de trabalho, muitos trabalhadores adoeciam e havia necessidade de aplicar medidas eficazes que deveriam refletir na melhoria das condições de trabalho. Foi procurado justamente um acordo tripartite para que as indústrias investissem em programa de melhoria para modificar processos de trabalho e novas tecnologias que auxiliassem na prevenção das doenças. Aquela época as empresas estavam muito precárias e até mesmo muitos empresários desconheciam os graves riscos e não cumpriam a legislação. O acordo foi um avanço, mas ainda precisamos estar alerta”.

"O acordo foi um avanço, mas ainda precisamos estar alerta”, destaca o médico do trabalho, Dr Zuher Handar


O acordo firmado em 1998 continua sendo um marco na proteção dos metalúrgicos da Grande Curitiba, reforçando que saúde e segurança não são apenas direitos, mas prioridades. Ele mostra que a mobilização da categoria gera conquistas reais, garantindo condições dignas de trabalho e a tranquilidade de que cada trabalhador pode exercer suas funções com mais segurança e respeito.


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