II Conferência Nacional do Trabalho encerra com aprovação de propostas para enfrentar os desafios do mundo do trabalho
A II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT) terminou na quinta-feira passada (5), no Distrito do Anhembi, em São Paulo, após dias de debate e construção coletiva. Mais de 3 mil delegados de todas as regiões do país participaram da análise e votação de 370 propostas, resultado das conferências estaduais realizadas entre setembro e dezembro de 2025, consolidando contribuições de trabalhadores representados por sindicatos, o governo federal e empregadores de todo o Brasil.
Organizada pelo Ministério do Trabalho (MPT), com orientação da Organização Mundial do Trabalho (OIT), a conferência visava aprovar as propostas relacionadas ao mundo do trabalho construídas de maneira tripartite: Governo, Trabalhador e Empregador. Para formulação de uma estratégia que mire elucidar os desafios relacionados ao mundo do trabalho após suas transformações na contemporaneidade.
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Paulo Pissinini, destacou os temas que foram discussão: “A maioria da discussão ficou dentro dos temas já orientados pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), que são: fundamento do trabalho, formalização, negociação coletiva, eliminar trabalho análogo à escravidão, combater o trabalho infantil, investimento na rede de empregabilidade, segurança jurídica e negociação coletiva. A própria escala 6x1 que chegou durante o processo da conferência, também foi tema. No final, tivemos a aprovação de mais de 300 propostas.”
Entre as propostas aprovadas, um dos destaques foi para a valorização de um ambiente para negociação coletiva, com retorno da ultraatividade das leis de convenções de acordos coletivos, e fim dos acordos individuais, garantindo o direito sindical e um mecanismo legal, com pontos de combate a discriminação e desigualdade no mundo do trabalho que recai sobre mulheres, população negra, juventude, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência, eliminando o assédio moral, sexual, o racismo e outras formas de discriminação.
Além disso, foi aprovada a proposta de Integração das políticas de qualificação profissional, que mira ampliar e integrar políticas de qualificação profissional contínua, alinhando formação técnica e profissional às necessidades reais do mercado de trabalho e às transformações tecnológicas.
Também foi aprovado o sistema integrado de proteção social com foco em construir um sistema de proteção social mais articulado para trabalhadores, incluindo mecanismos de apoio diante de desemprego, transições tecnológicas e novas formas de trabalho.
Para saber mais sobre as propostas aprovadas acesse o link a seguir: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/conferencia-nacional-do-trabalho/relacao-das-386-propostas/386_propostas_originais_ii_cnt.pdf
O respeito como epicentro do processo
Durante as conferências estaduais e as nacionais, muitas lideranças destacaram o respeito e a democracia em todos os encontros. Não só pela construção de propostas tripartites, mas também pelo compromisso em construir de forma concensual soluções para os desafios do mundo do trabalho.
“Eu acredito que as três bancadas se respeitaram, tentaram juntas no mesmo ambiente discutir o que era mais relevante, tiveram que ceder, tanto a bancada do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, para que houvesse a construção de boas propostas”, diz Paulo Pissinini.
O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, também comentou sobre o processo e a importância do diálogo tripartite na formulação de políticas públicas para o mundo do trabalho. “O Brasil não entrará no rol dos países desenvolvidos se o trabalhador não entrar junto. Quanto mais o trabalhador ganhar, mais o patrão ganhará”, afirmou, ao ressaltar a relevância dos debates promovidos durante a Conferência.
Por fim, a II conferência conclui-se com o surgimento de novas convicções, é o que conta Paulo Pissinini sobre um dos maiores desafios da classe trabalhadora na atualidade e futuramente. “Eu digo que o maior desafio nosso, falando de Brasil, ainda é a qualificação profissional, porque a gente tem um processo desde a formação essencial do trabalhador até as especializações do trabalhador que fica comprometido por falta de incentivo, falta de recurso e pela baixa renda da classe dos trabalhadores. Tudo isso influenciado pela necessidade de muitos jovens terem que optar entre estudar ou trabalhar, o que acaba atrapalhando a formação profissional, pois muitos jovens têm que deixar de estudar para ajudar em casa. E esse é o nosso grande desafio para os trabalhadores no futuro.”


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